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Vários dilemas, muitas vezes, passam pela cabeça de quem tem um cão com problema cardíaco: não é muito remédio? Não vai fazer mal? Precisa mesmo de tantos?

Infelizmente todas as respostas, na maioria das vezes, levam à conclusão de que cães com problema cardíaco grave dependem de um número grande de medicamentos. Isso porque não há um medicamento que faça o coração voltar ao normal, exceto em casos específicos e raros, como algumas arritmias cardíacas primárias, mas mesmo assim com o tempo pode ser necessário realizar a associação de medicamentos.

Cada medicamento utilizado para o tratamento do paciente cardiopata tem a sua função

Há os vasodilatadores, por exemplo, que facilitam o trabalho cardíaco de bombear o sangue;  os diuréticos, que amenizam a retenção de líquido; os medicamentos que aumentam a força do músculo cardíaco; os antiarrítmicos, para controle de eventuais arritmias; e nessa já se foram três, quatro, cinco ou mais medicamentos no dia!

A árdua tarefa de medicar

Imaginem isso três vezes ao dia, e com pacientes que decidem não colaborar e fazer de tudo para não tomar os medicamentos (cuspindo, mordendo, arranhando, fugindo… as estratégias para isso são muitas, quem tem um animal de estimação e precisa dar medicamentos diariamente deve saber do que estou falando!). E somado a isso há os ajustes da dieta, que ajudam na terapia.

Muitos medicamentos têm funções parecidas, porém mecanismos de ação distintos, sendo utilizados em conjunto para aumentar o efeito desejado nos pacientes refratários. Neste contexto, a avaliação clínica criteriosa do momento exato para iniciar cada terapia é fundamental, pois a tarefa pode ser árdua para animais e seus donos.

 

Todo medicamento tem efeito colateral, uns mais frequentes e outros menos, mas geralmente contornáveis e reversíveis se houver monitoramento periódico.

 

Importante lembrar que a maior parte dos medicamentos utilizados também é de uso humano, o que leva muitas pessoas a associar o efeito colateral a experiências próprias que tiveram tomando o mesmo medicamento. Isso pode ajudar na identificação destes efeitos indesejáveis, porém nem sempre o efeito colateral é o mesmo. Alguns efeitos colaterais podem ser mais raros ou até mesmo não existir nos cães e gatos, por isso qualquer alteração no tratamento deve ser realizada somente após consulta ao medico veterinário.

O papel do dono no sucesso da terapia é fundamental, pois realmente não é fácil dar tantos medicamentos várias vezes ao dia e manter a disciplina. Felizmente temos exemplos admiráveis de dedicação que nos ajudam a dar mais qualidade de vida e suporte ao coração destes fiéis amigos!

 

Se você e seu veterinário decidirem que seu pet precisa de um acompanhamento com um cardiologista, lembrem-se que vocês podem contar com os profissionais da VESP.
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