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Assim como os seres humanos, os cães também apresentam uma série de modificações em seu organismo com o passar da idade. Infelizmente, nossos companheiros envelhecem muito mais rapidamente e precisam de cuidados especiais nessa fase da vida. A definição de paciente idoso (ou geriátrico) é muito relativa em medicina veterinária, pois leva em conta o porte e a raça em questão.

De maneira geral, considera-se geriátrico aquele paciente que já atingiu idade equivalente a 75% ou 80% da sua expectativa de vida, sendo esta maior em cães de pequeno porte.

Dentre as diversas modificações pelas quais os cães idosos sofrem podemos destacar aquelas que acometem o coração. No processo de envelhecimento, as células do músculo cardíaco começam a morrer. Estas células não são repostas, sendo o espaço deixado por elas substituído por tecido fibroso, como inúmeras cicatrizes muito pequenas. Por conta disso o funcionamento do músculo cardíaco não é mais o mesmo, diminuindo sua capacidade de realizar adequadamente a função de bomba do sistema circulatório.

O cão idoso não tem a mesma capacidade para realizar os mesmos exercícios de quando era jovem e essa perda de capacidade da bomba cardíaca é um dos motivos para isso.

Isso não significa que esteja doente, trata-se de uma modificação esperada por conta do envelhecimento. Contudo, algumas modificações são patológicas, ou seja, representam uma doença cardíaca que deve ser monitorada e, muitas vezes, requerendo terapia. Dentre elas podemos destacar a doença valvar crônica degenerativa mitral.

Tal afecção merece um texto a parte comentando a seu respeito, tamanha a complexidade dos aspectos que envolvem suas apresentações clínicas. Trata-se de um processo patológico de modificação da valva mitral, localizada no lado esquerdo do coração. Esta valva tem a função de permitir apenas o fluxo de entrada do sangue na bomba ventricular esquerda, sendo que a doença degenerativa resulta no seu espessamento e perda de função. Com isso ocorre um refluxo de sangue através da mitral. Dependendo do volume deste refluxo pode haver dilatação cardíaca, por conta do acúmulo de sangue no coração, e, em casos mais graves, acúmulo de líquido no pulmão, denominado edema pulmonar. Embora a grande maioria dos cães idosos tenha algum grau de degeneração mitral, felizmente apenas uma minoria desenvolve a forma mais grave da doença, sendo mais comum nos cães de pequeno porte. Com o aumento da expectativa de vida dos cães, a probabilidade de surgimento dessa doença aumenta, sendo a cardiopatia mais diagnosticada nos serviços especializados em atendimento cardiológico veterinário.

A melhor maneira de saber se o seu cão desenvolveu essa afecção é pela avaliação clínica do médico veterinário

O veterinário poderá identificar a presença de sopro cardíaco durante o procedimento de auscultação. Nestes casos o exame de ecocardiograma é fundamental para identificar as anormalidades da valva mitral e o grau de repercussão. Com esses cuidados podemos evitar surpresas e proporcionar um suporte adequado quando o coração do cão idoso começar a falhar.

 

Se seu cão já está com uma idade avançada, consulte seu médico veterinário e verifique se não é hora de seu pet fazer alguns exames ou ter uma consulta com um cardiologista da VESP.

 

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