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Quem tem um cão com catarata, com certeza já ouviu alguém (amigo, parente ou, até mesmo, médico veterinário) dizer que o animal já está muito velho para operar, que não vai aguentar a anestesia, que a cirurgia não funciona e que não vale a pena. Muitos, infelizmente, aceitam essas afirmações como verdadeiras e não buscam um serviço especializado para obter um diagnóstico e tratamento corretos.

Hoje em dia é diferente

A medicina veterinária evoluiu atualmente para a especialização. Hoje em dia, há médicos veterinários que trabalham apenas com cardiologia, anestesia, ortopedia… e o mesmo ocorre com a oftalmologia. Essa especialização, somada ao avanço tecnológico, permitiu a evolução significativa da cirurgia de catarata em cães e gatos.

Mas o que é a catarata?

A catarata é a opacidade do cristalino, lente que fica dentro do olho. Essa lente deve ser transparente, mas, por algum motivo (genético, senil, diabetes, traumático), torna-se esbranquiçada, o que impede a passagem de luz para dentro do olho e dificulta a visão.

Quem tem maior tendência

A catarata é muito comum nas raças Poodle, Cocker Spaniel Inglês, Schnauzer Miniatura e Golden Retriever, mas também pode ocorrer em qualquer outra raça. As causas mais comuns são a senil (após 9 ou 10 anos de idade) e a hereditária (a partir dos 2 anos).

Tratamento para a catarata

O único tratamento para a catarata é a cirurgia. Existem colírios, de uso humano, que são utilizados para impedir a progressão da catarata, mas seu efeito é duvidoso e não há comprovação científica de que funcionem para catarata em cães.

Existem várias técnicas cirúrgicas para se remover a catarata. Duas são utilizadas atualmente:
Facectomia extra-capsular
Técnica que remove a lente inteira de dentro do olho, com uma incisão (corte) grande, cerca de 2/3 da circunferência ocular.

Facoemulsificação
Técnica mais moderna (a mesma técnica utilizada em seres humanos), que veio revolucionar a cirurgia de catarata em cães. Nesta técnica, uma caneta de ultrassom (não é LASER, como muitas pessoas pensam), entra no olho e, literalmente, “come” o cristalino.  A incisão, ou abertura cirúrgica é bem menor, cerca de 3,2 milímetros, portanto a inflamação que ocorre no pós-operatório é muito menor e a recuperação é muito mais rápida. A visão, após a cirurgia, também melhorou muito, com o uso das lentes intra-oculares.

Todos os cães com catarata podem ser operados?

Infelizmente não. Todo cão com catarata deve ser avaliado individualmente, com um exame clínico e ocular completos para que se defina se ele é ou não um bom candidato à cirurgia.

A cirurgia de catarata só pode ser realizada com anestesia geral. Toda anestesia tem risco, porém essa especialidade também evoluiu muito nas últimas décadas, possibilitando a anestesia de cães de qualquer idade. Para que a segurança anestésica seja a maior possível, um check up completo deve ser realizado antes da cirurgia, o que envolve exames de coração e de sangue, bem como a medida da pressão arterial. O veterinário decidirá que exames cada cão precisa fazer, de acordo com a idade, porte, raça, estado de saúde, histórico de outras doenças, etc.

Além dos exames de sangue e coração, exames oculares para avaliar as condições do olho a ser operado são de suma importância. De nada adianta operar a catarata de um olho que tem, por exemplo, um descolamento ou atrofia de retina (retina é a parte nervosa do olho, que recebe a luz e manda as informações ao cérebro, para que o cão possa enxergar). Podemos retirar a catarata, mas esse cão, não vai enxergar mesmo assim, pois tem outra doença ocular que impossibilita a visão. Para detectar essas alterações de retina, dois exames são essenciais antes de se optar pela cirurgia de catarata: ultrassom ocular e eletrorretinograma (ambos disponíveis na VESP).

O ultrassom ocular é um exame muito específico e que deve ser realizado por um veterinário com experiência em oftalmologia. Esse exame é capaz de detectar, além do descolamento da retina, outras alterações, como hemorragias ou inflamações, que podem atrapalhar o resultado da cirurgia.

Já o eletrorretinograma é um exame que determina se a retina está funcionando adequadamente. Isso é importante, pois existem doenças em que a retina simplesmente pára de funcionar, mesmo quando não está descolada (por exemplo, a atrofia de retina). Infelizmente, as mesmas raças que são predispostas a ter catarata (Poodle, Cocker Spaniel Inglês) também são predispostas, geneticamente, a essas doenças retinianas.

Portanto, a cirurgia de catarata em cães evoluiu imensamente, apresenta-se segura e com resultados excelentes na maioria dos casos, se obedecidos os critérios de escolha do paciente e se realizados todos os exames pré-operatórios indicados pelo médico veterinário.

 

Se você e seu veterinário decidirem que chegou a hora do seu cão ser submetido à cirurgia de catarata, lembrem-se que vocês podem contar com os profissionais da VESP. Podem nos procurar para a realização da cirurgia ou de quaisquer dos exames pré-operatórios.

 

 

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