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Reabilitação de pacientes com distúrbios ortopédicos: Luxação de Patela

A patela é um osso sesámóide que em humanos é mais conhecido como rótula. Uma fenda na parte inferior do fêmur (côndilos) permite que a patela deslize de cima para baixo quando a articulação se flexiona. Desta forma a rótula guia a ação do músculo do quadríceps na parte inferior da perna. Os sintomas da luxação patelar podem variar de somente dor até rotação extrema do membro e andar “agachado” dos membros posteriores. Clinicamente é dividida em 4 graus diferentes e seu tratamento depende dessa sintomatologia:

Grau I: A patela pode sofrer luxação “ativa” quando a articulação é mantida em completa extensão. Não há crepitação ou deformidade óssea. Normalmente não há sinais clínicos. O tratamento é somente pela fisioterapia para fortalecimento muscular com finalidade de impedir a evolução do quadro e estabilizar a patela.

Grau II: Ocorre Luxação espontânea, mas não permanente, o animal normalmente dá um ganido e flexiona o membro, mas após alguns passos, consegue recolocar sozinho a patela no local. Há desenvolvimento de deformidades ósseas e rotação de tíbia. Nesses casos, a fisioterapia ainda apresenta um ótimo resultado com o fortalecimento muscular, controle da inflamação e dor local, auxiliando a estabilização da articulação e evitando a cirurgia.

Grau III: A patela encontra-se em luxação permanente, mas pode ser reduzida manualmente. São observadas deformidades ósseas mais graves, pode ser palpável um sulco troclear raso. Normalmente apresenta andar anormal “agachado”, com rotação de membro. Todos os casos de luxação grau III devem ser indicados para cirurgia, antes que eles evoluam para grau IV, 1 semana após a cirurgia é indicado já começar a fisioterapia para melhorar e acelerar a recuperação.

Grau IV: Apresenta luxação permanente e irredutível manualmente. A tíbia sofre rotação de 60 a 90 graus. Deformidades ósseas e ligamentosas graves. As cirurgias corretivas são muito complexas, pois as alterações musculares e tendíneas também são muito graves, nesses casos, é indicado a fisioterapia por 1 mês antes da cirurgia para soltura da musculatura contraturada e fortalecimento de parte da musculatura atrofiada, facilitando a cirurgia e o sucesso pós-cirúrgico. Após retirada dos pontos é indicada a fisioterapia com eletroterapia e esteira aquática para ganho de massa muscular

 

Na VESP Especilaidades Veterinárias possuímos atendimento fisioterápico especializado para cães e gatos. Se você tem um paciente que precisa ou virá a precisar deste tipo de tratamento, você pode entrar em contato com a VESP Especialidades Veterinárias e encaminhar o paciente.

 

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